Quatro horas da tarde;
sentada no sofá eu aguardava...
L evantei fui à cozinha
Forrei a mesa,
coloquei sobre ela
duas xícaras e pratinhos...
Fiz o café, esquentei o leite.Sentei.
Minha companheira chegou,
sorridente e falante como sempre.
Desabrochou a falar, gargalhar,
a contar suas histórias.
Como sempre pitorescas e engraçadas...
..............................................................
Não. Ela não chegou.
Ela não sentou. Nem desabrochou a falar.
Nem gargalhou.Nem contou suas histórias
pitorescas e engraçadas.
Apenas eu sentei.....
E o vazio tomou conta de mim.
Senti rolar pelo meu rosto
duas bolinhas quentes.
Tão quentes quanto a minha dor
e, vieram outras...,e outras..., e outras..
...........................................................
Mesmo assim, enchi as xícaras de palavras.
Na xícara dela - coloquei palavras doces,
alegres, carinhosas e mágicas.
Na minha, não sobrou nenhuma daquelas...
E...enfim, eu a enchi com palavras sofridas,
tristes,doloridas, frias
Virei a xícara e tomei de um gole.
Parei, como se anestesiada - depois,
olhei para o fundo da xícara...
E havia sobrado uma - apenas uma!
S A U D A D E...
sentada no sofá eu aguardava...
L evantei fui à cozinha
Forrei a mesa,
coloquei sobre ela
duas xícaras e pratinhos...
Fiz o café, esquentei o leite.Sentei.
Minha companheira chegou,
sorridente e falante como sempre.
Desabrochou a falar, gargalhar,
a contar suas histórias.
Como sempre pitorescas e engraçadas...
..............................................................
Não. Ela não chegou.
Ela não sentou. Nem desabrochou a falar.
Nem gargalhou.Nem contou suas histórias
pitorescas e engraçadas.
Apenas eu sentei.....
E o vazio tomou conta de mim.
Senti rolar pelo meu rosto
duas bolinhas quentes.
Tão quentes quanto a minha dor
e, vieram outras...,e outras..., e outras..
...........................................................
Mesmo assim, enchi as xícaras de palavras.
Na xícara dela - coloquei palavras doces,
alegres, carinhosas e mágicas.
Na minha, não sobrou nenhuma daquelas...
E...enfim, eu a enchi com palavras sofridas,
tristes,doloridas, frias
Virei a xícara e tomei de um gole.
Parei, como se anestesiada - depois,
olhei para o fundo da xícara...
E havia sobrado uma - apenas uma!
S A U D A D E...
Madalena, lindo... sensível. Como precisamos de sensibilidade nesse mundo!!!
ResponderExcluirEu escrevi um texto a respeito do filme Inquietos que também aborda a questão de nossas perdas...
Um ótimo início de ano e nos falaremos.
Grande beijo,
Marcos.
MADA, ME EMOCIONEI, CHOREI.
ResponderExcluirBEIJOS!