É alta madrugada. A noite está especialmente silenciosa e, não consigo escutar o tempo, mas também, não tem importância, de quando e quando ouço um barulho, muito longe... talvez do encanamento do prédio onde moro, mas o silêncio volta. Ele quer ficar comigo. Às vezes, ele, o silêncio, tortura-me,arrasta-me por labirintos, fico presa durante algum tempo, como uma refém.
Hoje! Não. Ele trouxe-me às recordações. Recordações estas, do tempo que Tico, meu filho mais velho
e Paula eram crianças. De suas brincadeiras, suas brigas, sempre solicitando a minha interferência... e,
como sempre, eu ficava na maior "saia justa". Difícil advogar causa tão complexa, acabava dando uma
boa bronca em ambos e, os colocava de castigo, alguns minutos depois a paz reinava outra vez.
Ah!...E quando íamos viajar...Era uma verdadeira loucura, pois, eles e o Carqueijo, normalmente plane-
javam, antes da minha chegada do serviço. E, aí?...tudo decidido , nada arrumado, nada resolvido. Eu!..
voto vencido, tinha que aceitar. Afinal, eram três contra uma. Não, é! Sem contar que, eu chegava ás
onze e meia da noite e, até eles me convencerem e arrumar às malas, quase não se dormia naquela
noite.E as viagens? Eram sempre muito boas. Nos divertíamos muito.
domingo, 29 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Mais uma madrugada acordada...
Não. Não sou notivaga, boêmia ou qualquer coisa assim...Sou apenas uma mãe com saudades da filha,
Ana Paula, que partiu há oito anos.
Eh!... amigos, não há remédio ou poção mágica para amainar essa dor , Recorro ás preces, divirto-me
com fatos engraçados que aconteceram, lembro dos momentos ternos, choro...- lápis e papel ao alcan-
ce da mão. Não, não consigo dormir, escrevo...., escrevo. O quê? Sei lá, qualquer bobagem - o que vem
à cabeça - poemas, arremedos de músicas, crônicas e, assim, vai indo.
Ahh!..Mas, agora, eu estou on line, a modernidade bateu à minha porta - é mais um recurso para as
minhas madrugadas.
Bem, são quase sete da manhã, vou dormir um pouco - ainda estou de férias. Tchau...
Não. Não sou notivaga, boêmia ou qualquer coisa assim...Sou apenas uma mãe com saudades da filha,
Ana Paula, que partiu há oito anos.
Eh!... amigos, não há remédio ou poção mágica para amainar essa dor , Recorro ás preces, divirto-me
com fatos engraçados que aconteceram, lembro dos momentos ternos, choro...- lápis e papel ao alcan-
ce da mão. Não, não consigo dormir, escrevo...., escrevo. O quê? Sei lá, qualquer bobagem - o que vem
à cabeça - poemas, arremedos de músicas, crônicas e, assim, vai indo.
Ahh!..Mas, agora, eu estou on line, a modernidade bateu à minha porta - é mais um recurso para as
minhas madrugadas.
Bem, são quase sete da manhã, vou dormir um pouco - ainda estou de férias. Tchau...
SUPREMO SENHOR
Vistes, o que fizestes de mim!
GRANDE! SUPREMO SENHOR!
Não me destes nenhuma chance...
Fostes tão desleal...
Por que não levastes a mim?
Não ouvistes a minha desesperada barganha?
Clamei!... Chorei!... Orei!
Mas, não me trocastes por ELA...
Cabe, agora, a TI!
Abrandar essa TERRÍVEL DOR!
Vistes, o que fizestes de mim!
GRANDE! SUPREMO SENHOR!
Não me destes nenhuma chance...
Fostes tão desleal...
Por que não levastes a mim?
Não ouvistes a minha desesperada barganha?
Clamei!... Chorei!... Orei!
Mas, não me trocastes por ELA...
Cabe, agora, a TI!
Abrandar essa TERRÍVEL DOR!
DESESPERO
O que é que eu faço comigo?
Se dormir, já não posso;
Se comer, já não posso;
Se sair de casa é cada vez mais difícil!
O que é que eu faço comigo?
Se lembranças transformam-se em dor
Se lágrimas tem sabor de fel
O que é que eu faço comigo?
Se quero a morte, mas, ela não vem!
Se quero respostas, mas naõ as tenho
Se quero esquecê-la, mas não consigo
O que é que eu faço comigo?
Se Deus abandonou-me...
Se a solidão destrói-me a alma
Se a vida já não tem sentido...
O que é que eu faço comigo?
O que é que eu faço comigo?
Se dormir, já não posso;
Se comer, já não posso;
Se sair de casa é cada vez mais difícil!
O que é que eu faço comigo?
Se lembranças transformam-se em dor
Se lágrimas tem sabor de fel
O que é que eu faço comigo?
Se quero a morte, mas, ela não vem!
Se quero respostas, mas naõ as tenho
Se quero esquecê-la, mas não consigo
O que é que eu faço comigo?
Se Deus abandonou-me...
Se a solidão destrói-me a alma
Se a vida já não tem sentido...
O que é que eu faço comigo?
Senhora!
Em meus tristes pensamentos
Imploro a tua presença
Quero deixar - este longo pesadelo...
A vida!
Tenho saudades do passado...
E, sinto-me consumida pela dor.
Definho de tisteza, minha fiel companheira.
Oh! Senhora das Trevas!
É na minha insensatez
que solicito a tua presença...
Para desfechar-me um certeiro
e definitivo golpe...
O meu corpo ficará imóvel
e, minha alma se libertará
e, flutuando sobre o meu corpo inerte
pedirá perdão pelos meus pecados.
E, as almas piedosas e iluminadas
virão socorrer-me...
Assim, só assim,
estarei em paz.
LABIRINTO
Procuro-me... mas não me acho
Metade de mim partiu
e, metade é labirinto
Detenho-me no passado
Porém, o tempo é cruel
e impulsiona-me ao presente.
Enrosco-me, sinto ferroadas,
Facas atravessam o meu peito
atingem meu coração, mas não me matam...
Grito, choro...lamentos ecoam no vazio...
e, ressoam aos meus ouvidos em forma de dor.
Tento sair e não posso.
E, se chamo o futuro?
Vejo a vastidão desértica,
o silêncio ensurdecedor...
.........................................
Acho, que estou no inferno!
Se, ao menos, eu pudesse caminhar...
Mas, não posso.
Estou fincada n'alguma parte deste labirinto
Procuro-me... mas não me acho
Metade de mim partiu
e, metade é labirinto
Detenho-me no passado
Porém, o tempo é cruel
e impulsiona-me ao presente.
Enrosco-me, sinto ferroadas,
Facas atravessam o meu peito
atingem meu coração, mas não me matam...
Grito, choro...lamentos ecoam no vazio...
e, ressoam aos meus ouvidos em forma de dor.
Tento sair e não posso.
E, se chamo o futuro?
Vejo a vastidão desértica,
o silêncio ensurdecedor...
.........................................
Acho, que estou no inferno!
Se, ao menos, eu pudesse caminhar...
Mas, não posso.
Estou fincada n'alguma parte deste labirinto
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Um amanhecer em Penedo
Vastidão verde que me acalma a alma
Verde esse, quebrado apenas pelas flores roxas dos Ipês
que, salpicados por entre as árvores mostram-me o
espírito da floresta e, convidam-me a prece.
Agradeço a Deus tanta beleza!
Tão envolvida estou....
Sinto a respiração da floresta transformando-se
em vapores úmidos que sobem e chocam-se
com os raios tímidos e cálidos do Sol
que sem nenhum pudor rasgam o ventre do céu
e transformam os vapores em nuvens quebradas.
E, assim, vai se desnudando a minha frente
uma paisagem belíssima,
completada pela sinfonia dos pássaros cantantes.
È tanta magia, tanta paz, tanta harmonia
que me nego a pensar.
Apenas fico vendo.
Percebendo como é bom estar comigo,
notando a perfeição da natureza!
Vastidão verde que me acalma a alma
Verde esse, quebrado apenas pelas flores roxas dos Ipês
que, salpicados por entre as árvores mostram-me o
espírito da floresta e, convidam-me a prece.
Agradeço a Deus tanta beleza!
Tão envolvida estou....
Sinto a respiração da floresta transformando-se
em vapores úmidos que sobem e chocam-se
com os raios tímidos e cálidos do Sol
que sem nenhum pudor rasgam o ventre do céu
e transformam os vapores em nuvens quebradas.
E, assim, vai se desnudando a minha frente
uma paisagem belíssima,
completada pela sinfonia dos pássaros cantantes.
È tanta magia, tanta paz, tanta harmonia
que me nego a pensar.
Apenas fico vendo.
Percebendo como é bom estar comigo,
notando a perfeição da natureza!
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Medo
Não tenho medo do escuro,
não tenho medo do ladrão,
não tenho medo do assassino,
nâo tenho medo das intempéries da vida.
Mas, tenho medo do tempo,
pois, ele e, só ele, poderá
prolongar a minha vida!
não tenho medo do ladrão,
não tenho medo do assassino,
nâo tenho medo das intempéries da vida.
Mas, tenho medo do tempo,
pois, ele e, só ele, poderá
prolongar a minha vida!
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