domingo, 29 de janeiro de 2012

Recordações

É alta madrugada. A noite está especialmente silenciosa e, não consigo escutar o tempo, mas também, não tem importância, de quando e quando ouço um barulho, muito longe... talvez do encanamento do prédio onde moro, mas o silêncio volta. Ele quer ficar comigo. Às vezes, ele, o silêncio, tortura-me,arrasta-me por labirintos, fico presa durante algum tempo, como uma refém.
Hoje! Não. Ele trouxe-me às recordações. Recordações estas, do tempo que Tico, meu filho mais velho
e Paula eram crianças. De suas brincadeiras, suas brigas, sempre solicitando a minha interferência... e,
como sempre, eu ficava na maior "saia justa". Difícil advogar causa tão complexa, acabava dando uma
boa bronca em ambos e, os colocava de castigo, alguns minutos depois a paz reinava outra vez.
Ah!...E quando íamos viajar...Era uma verdadeira loucura, pois, eles e o Carqueijo, normalmente plane-
javam, antes da minha chegada do serviço. E, aí?...tudo decidido , nada arrumado, nada resolvido. Eu!..
voto vencido, tinha que aceitar. Afinal, eram três contra uma. Não, é! Sem contar que, eu chegava ás
onze e meia da noite e, até eles me convencerem e arrumar às malas, quase não se dormia naquela
noite.E as viagens? Eram sempre muito boas. Nos divertíamos muito.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

           Mais uma madrugada acordada...

Não. Não sou notivaga, boêmia ou qualquer coisa assim...Sou apenas uma mãe com saudades da filha,
Ana Paula, que partiu há oito anos.
Eh!... amigos, não há remédio ou poção mágica para amainar essa dor , Recorro ás preces, divirto-me
com fatos engraçados que aconteceram, lembro dos momentos ternos, choro...- lápis e papel ao alcan-
ce da mão. Não, não consigo dormir, escrevo...., escrevo. O quê? Sei lá, qualquer bobagem - o que vem
à cabeça - poemas, arremedos de músicas, crônicas e, assim, vai indo.
Ahh!..Mas, agora, eu estou on line, a modernidade bateu à minha porta - é mais um recurso para as
minhas madrugadas.
Bem, são quase sete da manhã, vou dormir um pouco - ainda estou de férias. Tchau...
                           

                              ILUSÃO


                  Quando me sento no sofá
                  Pela porta te vejo entrar
                  Doce imagem - sorridente...
                  Mas, é apenas ilusão.
                  É menos um ser na Terra
                  E, mais um anjo no Céu.
                               SUPREMO SENHOR


            Vistes, o que fizestes de mim!
            GRANDE! SUPREMO SENHOR!
            Não me destes nenhuma chance...
            Fostes tão desleal...
            Por que não levastes a mim?
           Não ouvistes a minha desesperada barganha?
           Clamei!... Chorei!... Orei!
           Mas, não me trocastes por ELA...
           Cabe, agora, a TI!
           Abrandar essa TERRÍVEL DOR!
                        Perplexidade
     

             Estou, hoje, perplexa
             com a verdade da vida
             Estou, hoje, dividida
             entre a vida e a morte
            
             A moter de longe, acena-me
             Os meus olhos curiosos
             Enchem-se de esperança e pressa
             .....................................................
         
                Versinho


   Perdi-me dentro de mim
   Porque me deixaste aqui
   E, hoje quando me sinto
   É com saudades de ti.
                                       DESESPERO

O que é que eu faço comigo?
Se dormir, já não posso;
Se comer, já não posso;
Se sair de casa é cada vez mais difícil!

O que é que eu faço comigo?
Se lembranças transformam-se em dor
Se lágrimas tem sabor de fel

O que é que eu faço comigo?
Se quero a morte, mas, ela não vem!
Se quero respostas, mas naõ as tenho
Se quero esquecê-la, mas não consigo

O que é que eu faço comigo?
Se Deus abandonou-me...
Se a solidão destrói-me a alma
Se a vida já não tem sentido...

O que é que eu faço comigo?

Senhora!
Em meus tristes pensamentos
Imploro a tua presença
Quero deixar - este longo pesadelo...
A vida!
Tenho saudades do passado...
E, sinto-me consumida pela dor.
Definho de tisteza, minha fiel companheira.
Oh! Senhora das Trevas!
É na minha insensatez
que solicito a tua presença...
Para desfechar-me um certeiro
e definitivo golpe...
O meu corpo ficará imóvel
e, minha alma se libertará
e, flutuando sobre o meu corpo inerte
pedirá perdão pelos meus pecados.
E, as almas piedosas e iluminadas
virão socorrer-me...
Assim, só assim,
estarei em paz.
                                     LABIRINTO

Procuro-me... mas não me acho
Metade de mim partiu
e, metade é labirinto
Detenho-me no passado
Porém, o tempo é cruel
e impulsiona-me ao presente.
Enrosco-me, sinto ferroadas,
Facas atravessam o meu peito
atingem meu coração, mas não me matam...
Grito, choro...lamentos ecoam no vazio...
e, ressoam aos meus ouvidos em forma de dor.
Tento sair e não posso.
E, se chamo o futuro?
Vejo a vastidão desértica,
o silêncio ensurdecedor...
.........................................
Acho, que estou no inferno!
Se, ao menos, eu pudesse caminhar...
Mas, não posso.
Estou fincada n'alguma parte deste labirinto

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Isis, minha sobrinha / filha

Imaginem um cristal multifacetado, colorido.
Sim, emanando raios coloridos de amor, paz e alegria.
Isto é a minha sobrinha / filha.
Sutilmente varrendo o inverno de minha vida. 
                     Um amanhecer em Penedo


Vastidão verde que me acalma a alma
Verde esse, quebrado apenas pelas flores roxas dos Ipês
que, salpicados por entre as árvores mostram-me o
espírito da floresta e, convidam-me a prece.
Agradeço a Deus tanta beleza!
Tão envolvida estou....
Sinto a respiração da floresta  transformando-se
em vapores úmidos que sobem e chocam-se
com os raios tímidos e cálidos do Sol
que sem nenhum pudor rasgam o ventre do céu
e transformam os vapores em nuvens quebradas.
E, assim, vai se desnudando a minha frente
uma paisagem belíssima,
completada pela sinfonia dos pássaros cantantes.
È tanta magia, tanta paz, tanta harmonia
que me nego a pensar.
Apenas fico vendo.
Percebendo como é bom estar comigo,
notando a perfeição da natureza!
                     

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Medo

Não tenho medo do escuro,
não tenho medo do ladrão,
não tenho medo do assassino,
nâo tenho medo das intempéries da vida.
Mas, tenho medo do tempo,
pois, ele e, só ele, poderá
prolongar a minha vida!